Proposta de programação: Artes Visuais : Exposição de capas de discos, registrando o percurso histórico e cultural do negro no Brasil. Os discos começaram a ter capas ainda na época dos 78 rotações, mas foi só com o surgimento do long play que as gravadoras e os artistas começaram a investir em trabalhos gráficos, produzidos de forma mais requintada. A proposta da exposição é reunir cerca de 60 capas de discos de interpretes e compositores da música brasileira. Exposição de elementos Africanos: indumentárias, esculturas, pinturas, instrumentos de percussão, etc... Exposição de fotografias: cultura afro-descendente e remanescentes de quilombos Música Operística : Música preta popular brasileira: Coral para todas as idades Coral Sorriso Negro: Coral de jovens afrodescendentes da cidade de Tibagi/PR que interpretam canções consagradas da música brasileira. Coral Meninos de Angola: Meninos e meninas cantores de Angola portadores de deficiência visual,, residentes em Curitiba, que trazem em seu repertório música popular autoral angolana. Obs: Atividade diurna para ambos os corais Teatro: Com a atriz carioca Iléa Ferraz, cineasta, produtora, cenógrafa e diretora de teatro, que em 2004 foi indicada para o prêmio Shell de Teatro na categoria de Melhor Atriz. Oficina de teatro de bonecos: com o ator, diretor Jorge Vigário Oficina de cabelos afros: com a atriz e pesquisadora Geisa Costa Oficina de percussão: com percussionista Márcio Rosa Oficina de dança afro: com o bailarino Ronald Pinheiro Palestras: “O artista afro descendente e a produção cultural no Brasil” "Religiões de Matriz Afro-descendente": “O negro na academia” Idealizadores /Proponentes: Ator, diretor teatral e diretor de produção, Isidoro Diniz construiu sua carreira sob a marca do talento, da dedicação à arte e das experimentações em diversos campos da expressão artística, há 26 anos. Atua dentro do movimento cultural, desde 1988, inicialmente como presidente da APAC – Associação dos Produtores de Artes Cênicas do Paraná, e atualmente exerce a função de vice-presidente do SEPED/PR – Sindicato dos Empresários e Produtores de Espetáculos e Diversões do Paraná. Entre as suas contribuições neste movimento estão: elaboração da “Lei Programa de Fomento ao Teatro no Estado do Paraná”, sancionada em dezembro de 2004, pelo atual governador, elaboração do PAIC – Programa de Apoio e Incentivo Cultural do Município de Curitiba, sancionada em junho de 2006, pelo atual prefeito. Partindo deste comprometimento como artista e militante participa ativamente das discussões das organizações negras que articulam os projetos em prol da comunidade afro-descendente paranaense para elaboração de políticas públicas de ações afirmativas. Sua experiência nestes encontros reflexivos sobre as questões racial e de direitos humanos, surge uma inquietação artística que o direciona à criação de um projeto experimental no sentido de agregar mais artistas afro descendentes dentro de um mesmo espetáculo. Em 2005, Isidoro Diniz em parceria com Kátia Drumond idealizam artisticamente a “Ópera Pop Negra”, um espetáculo construindo coletivamente por atores e músicos, todos com vasta experiência, seja no campo das músicas erudita e popular, na dramaturgia e conceitualmente no aspecto da elaboração do conteúdo teórico que permeará o contexto da trama musical e teatral. A dinâmica da ópera é toda comprometida com auto-conceito, a auto-imagem e auto-estima dos afro-descendentes. A bailarina, atriz e cantora, Kátia Drumond, é formada na Escola de Danças Clássicas do Teatro Municipal do Rio de Janeiro (1983) e é bacharel em Comunicação Social (jornalismo), pela Universidade Federal do Paraná (1988). Atuou na ONG Afirma Comunicação e Pesquisa, (2001 a 2005) como jornalista da Revista Negra Online Afirma. Como bailarina e atriz, integrou várias companhias independentes de dança e teatro a partir de 1984. Realizou seu primeiro trabalho como cantora em 1990, no espetáculo New York por Will Eisner. Na novela Felicidade, de Manoel Carlos, na Rede Globo de Televisão, foi a cantora a “Betsy” (1991 a 1992). Em 1993, interpretou a dama do jazz “Billie Holliday” no espetáculo A Outra, de Raul Cruz. Trabalhou em Salvador com Carlinhos Brown, como vocalista e coreógrafa da banda Bolacha Maria, com a qual excursionou pelo nordeste e participou dos programas Som Brasil 94 (Rede Globo) e MTV. Em 1995, foi convidada para integrar a banda Timbalada em uma temporada de 2 meses pela Europa e Japão, participando dos festivais de Montreux, Tübinger, Tournout, Amsterdan e outros. Esteve em uma temporada de 1 ano e meio no Japão, cantando com a banda japonesa do parque temático “Porto Europa”, em Wakayama (1997 e 1998). Participou de shows de abertura dos artistas: Gilberto Gil, Yossu N’adur, Jimmy Cliff, Gal Costa, João Bosco, Chico Csiense, Carlinhos Brown, Andrew Tosh, Gabriel Pensador, Tribo de Jah, Natiruts e outros. Foi convidada como solista para o concerto de música popular com a Orquestra Sinfônica do Paraná, onde interpretou a obra “Adiemus – Songs of Sanctuary”, de Karl Jenkins, sob a regência do maestro Alessandro Sangiorgio, em Curitiba (2003). |
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