Fando e Lis “Fando e Lis” nos palcos durante o XV Festival de Teatro de Curitiba. A Cia. Nossa Senhora do Teatro Contemporâneo dá continuidade ao seu trabalho de investigação com a montagem de “Fando e Lis”, uma das principais obras do espanhol Fernando Arrabal. O Teatro do Absurdo sempre rendeu acaloradas discussões em torno de temas existencialistas. Pertencente a essa vertente do teatro, Arrabal constrói personagens desenraizados e imóveis, representantes de uma humanidade em escombros. “Fando e Lis” é uma de suas obras que ganha uma nova montagem durante o Festival de Teatro de Curitiba com direção de Maurício Vogue. A proposta do diretor é discutir o caos existente na relação do homem com ele próprio e com o meio em que vive buscando através da expressão corporal o cotidiano nas ações das personagens. O enredo é fortemente marcado pela interdependência entre Lis, uma mulher paralítica, e seu companheiro Fando que a conduz a bordo de um carrinho a caminho de Tar, um lugar idealizado. Entre eles há um relacionamento vicioso marcado não só pela dependência física de Lis, mas também por um histórico de violência e afetividade. Fando, de modo sádico, aproveita-se da condição de Lis para cometer abusos físicos e morais, espancando-a e expondo o corpo nu da mulher para que outros homens admirem, além de acorrentá-la ao carrinho. Nesse contexto, a voracidade que fere é a mesma que acaricia, pois os maus tratos logo dão lugar a promessas de mudanças e perspectivas de uma vida feliz em Tar. Outras três personagens completam a ironia sutil da peça. Namur, Mitaro e Toso, os homens de guarda-chuva, também parecem viver um relacionamento de dependência e caminham juntos em direção a Tar, encontrando Fando e Lis nesse percurso. A constante busca por esse lugar é o pano de fundo no qual vão se delinear as relações entre as personagens. “Fando e Lis” instiga uma reflexão sobre o caráter universal e atemporal de sua temática. Apesar de escrita em 1953, a peça continua atual ao encaixar-se sob várias facetas da sociedade contemporânea. As metáforas presentes em Lis provocam no público uma catarse que se inicia dentro do espaço cênico, mas se concretiza fora dele à medida que se confrontam com essa realidade dia após dia. O projeto foi idealizado pelo produtor Isidoro Diniz que sempre esteve envolvido com projetos que visam o aprofundamento da pesquisa. Para ele, a peça representa o fechamento de um ciclo, pois há dez anos atrás Diniz já apreciava a obra do autor quando produziu “O Arquiteto e Imperador da Assíria“. Agora, completa esse ciclo com “Fando e Lis”. Fando e Lis Cia. Nossa Senhora do Teatro Contemporâneo dá continuidade ao seu trabalho de investigação com a montagem de “Fando e Lis”, uma das principais obras do espanhol Fernando Arrabal. O enredo é fortemente marcado pela interdependência entre Lis, uma mulher paralítica, e seu companheiro Fando que a conduz a bordo de um carrinho a caminho de Tar, um lugar idealizado. Entre eles há um relacionamento vicioso marcado não só pela dependência física de Lis, mas também por um histórico de violência e afetividade. Fando, de modo sádico, aproveita-se da condição de Lis para cometer abusos físicos e morais, espancando-a e expondo o corpo nu da mulher para que outros homens admirem, além de acorrentá-la ao carrinho. Nesse contexto, a voracidade que fere é a mesma que acaricia, pois os maus tratos logo dão lugar a promessas de mudanças e perspectivas de uma vida feliz em Tar. Outras três personagens completam a ironia sutil da peça. Namur, Mitaro e Toso os homens de guarda-chuva, também parecem viver um relacionamento de dependência e caminham juntos em direção a Tar, encontrando Fando e Lis nesse percurso. A constante busca por esse lugar é o pano de fundo no qual vão se delinear as relações entre as personagens. Serviço: Espetáculo Fando e Lis De 16 de março a 26 de abril de 2006 Quinta a domingo às 21h00 Local: Espaço Teatro Regina Vogue Rua Sete de Setembro, 2775 – Shopping Estação Ingressos: R$ 15,00 e R$ 7,50 Meia entrada para estudantes, idosos e classe artística Informações: (41) 2101-8293 Ficha Técnica: Direção: Mauricio Vogue Assistente de direção e Preparação Corporal: Carmen Jorge Elenco: Mateus Zuccolotto Jéssica Beatriz Samir El Halab Caike Luna Ismael Ochner Direção Vocal de Texto: Babaya Iluminação: Beto Bruel Op. de Luz: Maicon Sonoplastia: Cesarti Op.de som: Rodrigo Campos Cenário: Mauricio Vogue Cenotécnico: Sergio Richter Direção de Vídeo: Marcos Davi Direção de Arte: Aldice Lopes Design gráfico: Marcos Minini Assessoria de dramaturgia: Cristóvão de Oliveira Release: Darwin Grein Assistente de Produção: Andy Gercker Produtora Executiva: Jéssica Beatriz Diretor de Produção: Isidoro Diniz Realização: Isidoro Diniz Produções